AccueilConférence santé et technologies d'information géographique

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Publié le samedi 21 avril 2007 par Corinne Cassé

Résumé

A conferência STIG – Saúde e Tecnologias de Informação Geográfica apresenta os mais recentes desenvolvimentos, científicos e técnicos, no universo da Saúde Pública e das Tecnologias de Informação Geográfica associáveis, que, de forma abrangente, congrega a visão da Medicina, da Medicina Veterinária, da Farmacologia, da Enfermagem, e outras áreas da Saúde, com a visão da Geografia, das Ciências do Território e das Ciências Sociais e Humanas, na perspectiva da Universidade, do mundo do trabalho, da investigação científica, da protecção civil, da indústria, dos prestadores de serviços e dos utentes, num contexto que privilegia o intercâmbio de saberes e experiências.

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OBJECTIVOS

A conferência STIG – Saúde e Tecnologias de Informação Geográfica apresenta os mais recentes desenvolvimentos, científicos e técnicos, no universo da Saúde Pública e das Tecnologias de Informação Geográfica associáveis, que, de forma abrangente, congrega a visão da Medicina, da Medicina Veterinária, da Farmacologia, da Enfermagem, e outras áreas da Saúde, com a visão da Geografia, das Ciências do Território e das Ciências Sociais e Humanas, na perspectiva da Universidade, do mundo do trabalho, da investigação científica, da protecção civil, da indústria, dos prestadores de serviços e dos utentes, num contexto que privilegia o intercâmbio de saberes e experiências.

 TEMAS DAS SESSÕES

 A aliança entre as Tecnologias de Informação Geográfica e a Saúde, quer do ponto de vista da investigação quer do ponto de vista da sua operacionalização, tem sido fortalecida sobretudo por via da democratização dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e da Detecção Remota. Nos países desenvolvidos as aplicações dos SIG e da Detecção Remota no domínio da Saúde Pública envolvem, por exemplo, a epidemiologia, a aplicação de programas, o planeamento de serviços ou a intervenção de urgência; ou ainda a estruturação de informação georreferenciada para a tomada de decisão política.

 Esta conferência privilegia essa aliança quer no enfoque teórico quer no aplicado. Propõe-se, deste modo, um equilíbrio entre dois discursos: um discurso baseado nos territórios da Saúde e na informação geográfica que os analisa; um outro orientado para a demonstração dos SIG e da Detecção Remota na gestão de situações de emergência, ou no tratamento das relações existentes entre o ambiente, a Saúde e a actividade humana nas suas múltiplas e complexas dimensões.

A conferência está estruturada em quatro sessões subordinadas aos temas seguintes:

1. Territórios da Saúde

As relações entre Saúde e território têm vindo a ser evidenciadas desde a Antiguidade, sendo de relevar a particular atenção que o mais famoso médico de então, o grego Hipócrates, conferiu aquele binómio. O vector território volta a ser enfatizado a partir de finais do século XVIII, impulsionado pelas abordagens higienistas dos urbanistas e pelos estudos epidemiológicos de alguns médicos, sendo aqui de relevar os diversos ensaios de cartografia de epidemias e as numerosas topografias médicas que se elaboram por toda a Europa.

Desde então, várias linhas de pesquisa se foram consolidando no seio da chamada Geografia da Saúde, de entre os quais se destacam: ecologia da doença, difusão espacial das doenças, acessibilidade geográfica aos cuidados de Saúde, equidade na utilização dos cuidados de Saúde, optimização da localização dos equipamentos de Saúde, medicometria.

Territórios da Saúde, sendo pois o corolário de uma longa tradição de investigação no seio da comunidade científica (designadamente entre médicos, geógrafos, economistas, sociólogos e urbanistas), é também uma temática de grande actualidade e pertinência, numa época em que as Tecnologias de Informação Geográfica e a modelação espacial se tornaram ferramentas indispensáveis para o diagnóstico, avaliação e planeamento territorial dos sistemas de Saúde.

 

2. Sistemas de Informação Geográfica para a Saúde

Na área da Saúde só muito recentemente os Sistemas de Informação Geográfica têm vindo a revelar-se como instrumentos privilegiados não só nos estudos da epidemiologia espacial mas, também, como suporte à decisão no planeamento dos serviços de Saúde ou no planeamento das respostas dos profissionais de Saúde perante uma situação de emergência ou de desastre. Embora a utilização do SIG tenha grandes potencialidades, o seu uso em Saúde depende, de forma definitiva, da validade e da adequação dos dados. Nesta Sessão serão analisadas algumas questões fundamentais relativas à construção de um sistema de informação com suporte SIG (Qual a qualidade da informação? Qual ou quais os objectivos? Para que situação temporal - diagnóstico ou prognóstico?), baseadas em trabalhos desenvolvidos na Universidade de Coimbra e no Ministério da Saúde. 

 

3. Gestão da Emergência e Saúde Pública

A Europa Sem Fronteiras e a Globalização aumenta a frequência e a diversidade de exposição das populações a agentes patogénicos, facilita a dispersão geográfica de doenças e amplifica a magnitude das epidemias. Os exemplos recentes da BSE, do SARS e da gripe aviária são elucidativos desta nova realidade com que se confrontam os decisores de Saúde Pública e de Saúde Animal. As novas tecnologias de informação geográficas são uma ferramenta de utilização crescente e de eficácia comprovada na gestão de emergências sanitárias. Exemplos concretos da sua operacionalização serão apresentados e discutidos neste painel.

 

4. Ambiente, Saúde e Intersectorialidade

O Ambiente é um dos principais determinantes do nível de Saúde das pessoas. Das 102 principais doenças, grupos de doenças e lesões analisadas pelo Relatório Mundial da Saúde em 2004, há uma fracção atribuível a factores de risco ambientais, em 85 categorias. Mais recentemente a OMS estimou que 23% do total de mortes (mortalidade prematura) podem ser atribuídos a factores ambientais. Nas crianças entre os 0-14 anos, a proporção de mortes devida a estes factores atinge os 36%. Nesta interface Ambiente e Saúde, a perspectiva intersectorial, potenciando actuações transversais, é aquela que melhor responde à minimização dos efeitos dos factores de risco de natureza ambiental na Saúde.

Lieux

  • Rectorat de l'Université Nouvelle de Lisbonne, Campus de Campolide
    Lisbonne, Portugal

Dates

  • jeudi 31 mai 2007
  • vendredi 01 juin 2007

Fichiers attachés

Mots-clés

  • systèmes d'Information géographique, modélisation, géographie de la santé

Contacts

  • José Tenedório
    courriel : ja [dot] tenedorio [at] fcsh [dot] unl [dot] pt

Source de l'information

  • José Tenedório
    courriel : ja [dot] tenedorio [at] fcsh [dot] unl [dot] pt

Pour citer cette annonce

« Conférence santé et technologies d'information géographique », Colloque, Calenda, Publié le samedi 21 avril 2007, http://calenda.org/192997