AccueilCiências sociais e saúde. Desafios e temas críticos para os sistemas de saúde

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Publié le jeudi 29 septembre 2011 par Marie Pellen

Résumé

Ciências sociais e Saúde. Desafios e temas críticos para os sistemas de saúde é um ciclo de seminários organizado pelo Centro de Estudos Sociais

Annonce

22 de Março de 2011

17h00, Sala de seminários (2º piso), CES-Coimbra

Desigualdades sociais e saúde no Brasil. O impacto das reformas do Governo Lula

Mauro Serapioni, CES

Resumo
O Brasil, embora tenha desenhado um sistema de saúde universal a partir das referências da Constituição do 1988 e apesar dos progressos alcançados nos últimos 15 anos, ainda não consegui enfrentar com determinação o problema das desigualdades sociais e regionais de saúde. Tais desigualdades se expressam tanto em termo de recursos distribuídos e de acesso aos serviços como em relação ao estado de saúde entre os diferentes grupos sociais da população. Este seminário, após uma breve apresentação do sistema de saúde brasileiro e do processos de reforma dos últimos 20 anos, analisa as desigualdades sociais de saúde que representam um dos maiores desafios da sociedade brasileira, destacando alguns factores relacionados a este fenómeno. Sucessivamente se examinam as políticas de saúde implementadas pelos Governos do Presidente Lula nos últimos oito anos, esboçando uma análise do impacto destas reformas na redução das desigualdades de saúde.
 
Nota Biográfica
Sociólogo, Mestre em Gestão de Sistemas Locais de Saúde e Doutor em Ciências Sociais e Saúde pela Universidade de Barcelona. È investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e membro do Núcleo Políticas sociais, Trabalho e Desigualdades (POSTRADE). Foi consultor da UNICEF em 1995; coordenador do Curso de Especialização em Gestão de Sistemas Locais de Saúde na Escola de Saúde Pública do Ceará de 1996 até 2001; professor visitante da Universidade Estadual do Ceará de 2000 até 2006; professor contratado da Universidade de Bolonha no ano 2003; Consultor da OPAS/Ministério da Saúde do Brasil nos anos 2004-2005. Tem publicado capítulos de livros e artigos em revistas brasileiras, italianas, francesas e portuguesas sobre os temas da participação dos cidadãos, desigualdades sociais e saúde, avaliação em saúde, métodos de investigação para os serviços de saúde.
 
 
Nota: Seminário associado ao Núcleo de Estudos sobre Políticas Sociais, Trabalho e Desigualdades e ao Núcleo de Estudos sobre Ciência, Economia e Sociedade.

 19 de Setembro de 2011

10h00-13h00, Sala 2, CES-Coimbra

Globalização, Migrações e Saúde Mental. Imigrantes da Europa de Leste em Portugal

Ana Paula Monteiro

Resumo
Background – A literatura e investigação empírica evidenciam que a experiência migratória tem um profundo impacto na saúde e bem-estar psicológicos, podendo estar associada a maior risco de morbilidade psiquiátrica. Em Portugal são ainda escassos estudos sobre saúde mental em populações imigrantes.
Metodologia - Este estudo, do tipo descritivo-correlacional, teve como objectivo principal avaliar o status de saúde mental, a vulnerabilidade ao stress e o suporte social em imigrantes da Europa de Leste a residir em Portugal. A amostra foi constituída por 566 imigrantes russófonos, 296 do sexo masculino e 270 do sexo feminino, com uma média de idade de 36,3 anos. A investigação incluiu um estudo com um grupo de controlo da população portuguesa sem experiências migratórias.
Resultados - Verificou-se uma elevada incidência de vulnerabilidade ao stress, reportada por 54,9% dos imigrantes inquiridos; 10,4% dos inquiridos apresentava elevada probabilidade de patologia psiquiátrica, com uma prevalência de queixas somáticas, ansiedade e insónia; 2% apresentava sintomas de transtorno de stress pós-traumático (GHQ-8). Da análise estatística bivariada e multivariada, vários factores emergiram como tendo um impacto estatisticamente significativo na saúde mental da população inquirida: o apoio social percepcionado como disponível, o estatuto profissional, a situação laboral, o conhecimento da Língua Portuguesa, o tempo de permanência, a região de residência e a acessibilidade/ utilização do sistema nacional de saúde em Portugal.
Conclusão - Da análise de dados foram sugeridas medidas de promoção de saúde mental, com implicações nas políticas de acolhimento de população imigrante e nas práticas nos serviços de saúde.

Nota Biográfica
Ana Paula Teixeira de Almeida Vieira Monteiro é doutorada em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
Licenciada em Enfermagem, com a especialidade de Enfermagem e Saúde Mental e Psiquiatria, actualmente é Professora-Adjunta na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Investigadora da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. As suas áreas de interesse incluem as temáticas da Saúde Mental em contextos multiculturais, Migrações e Enfermagem Transcultural. Colaborou como leitora convidada na Katholieke Hogeschool Limburg, Hasselt, Bélgica e da Faculdade de Saúde Ciências Sociais e Humanas, Bergen University College, Noruega.


Migração e saúde. Principais determinantes e estratégias de acção

Sónia Dias

Resumo
A migração internacional é considerada como um dos maiores desafios da Saúde Pública a nível mundial. Actualmente há uma reconhecida necessidade de compreensão da movimentação da população e do seu impacto na saúde, quer para os países de acolhimento, trânsito e origem, quer para as próprias populações, migrantes e autóctones. Um nível elevado de saúde tem sido reconhecido como determinante fundamental para a boa integração dos migrantes nos países de destino. Neste contexto, é fundamental um melhor conhecimento dos determinantes de saúde e do estado de saúde das comunidades imigrantes.
Este seminário, tendo por base a apresentação dos principais resultados obtidos em dois projectos de investigação, pretende ser um espaço de análise dos principais determinantes da saúde dos migrantes. Procura-se ainda reflectir sobre políticas e estratégias de saúde integradoras e sustentadas, nomeadamente ao nível do acesso e utilização dos serviços de saúde, que produzam efeitos reais na redução de riscos e vulnerabilidades e permitam obter ganhos efectivos em saúde.

Nota Biográfica
Sónia Dias é Professora Auxiliar da Unidade de Saúde Pública Internacional do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT/UNL). É Membro do Laboratório Associado CMDT/IHMT. Foi directora do Mestrado de Saúde e Desenvolvimento e é membro da Comissão Científica do Doutoramento de Saúde Internacional do IHMT. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas da Saúde dos Migrantes, Promoção e Educação para a Saúde, Saúde Sexual e Reprodutiva e Prevenção de VIH/Sida. Tem coordenado e participado em diversos projectos de investigação e intervenção de âmbito internacional e nacional nas áreas de interesse científico. Publicou livros,  vários capítulos de livros e  diversos artigos em revistas científicas internacionais e nacionais.

Catégories

Lieux

  • Colégio de S. Jerónimo – Praça D. Dinis (Centro de Estudos Sociais)
    Coimbra, Portugal

Dates

  • lundi 19 septembre 2011
  • mardi 22 mars 2011

Contacts

  • CES #
    courriel : ces [at] ces [dot] uc [dot] pt

URLS de référence

Source de l'information

  • Marta Maia
    courriel : martamaia72 [at] yahoo [dot] fr

Pour citer cette annonce

« Ciências sociais e saúde. Desafios e temas críticos para os sistemas de saúde », Cycle de conférences, Calenda, Publié le jeudi 29 septembre 2011, http://calenda.org/205307