AccueilAs lutas pela Amazónia no Início do milénio

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Publié le mercredi 04 janvier 2012 par Marie Pellen

Résumé

No âmbito do programa Cátedra Milton Santos estabelecido entre a Fundação coordenação de aperfeiçoamento de nível superior – CAPES, do Brasil, e o Centro de estudos sociais – laboratório associado – da Universidade de Coimbra, e como atividade de encerramento do primeiro ano da Cátedra, realizar-se-á, a 27 e 28 de Março de 2012, no auditório da Faculdade de economia da Universidade de Coimbra, o colóquio internacional “As lutas pela Amazónia no Início do milénio”. O colóquio tem como principal objectivo reunir pensadores envolvidos com estudos do processo de desenvolvimento para dar a conhecer e debater com pesquisadores, estudantes e professores de Portugal, e de outros países europeus, os temas mais relevantes da “questão amazónica”, tratados em diversos foros científicos e políticos internacionais no momento actual. O evento conta com o apoio da divisão de ciências ecológicas e da terra da UNESCO, da Universidade de Coimbra, do CES, e outras instituições.

Annonce

No âmbito do Programa Cátedra Milton Santos estabelecido entre a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior – CAPES, do Brasil, e o Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado – da Universidade de Coimbra, e como atividade de encerramento do primeiro ano da Cátedra, realizar-se-á, a 27 e 28 de Março de 2012, no Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o Colóquio Internacional “As Lutas pela Amazónia no Início do Milénio”. O colóquio tem como principal objectivo reunir pensadores envolvidos com estudos do processo de desenvolvimento para dar a conhecer e debater com pesquisadores, estudantes e professores de Portugal, e de outros países europeus, os temas mais relevantes da “questão amazónica”, tratados em diversos foros científicos e políticos internacionais no momento actual. O evento conta com o apoio da Divisão de Ciências Ecológicas e da Terra da UNESCO, da Universidade de Coimbra, do CES, e outras instituições.

Em Junho de 2012 reunir-se-á no Rio de Janeiro a Rio+20, conferência mundial que analisará os alcances e limitações da Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada nessa cidade em Junho de 1992 e que gerou a conhecida Agenda 21.

O colóquio internacional sobre a Amazónia será uma oportunidade para discutir o futuro da região no contexto internacional atual e contribuir para os debates que se travarão na Conferência Rio+20, na perspectiva de posteriormente avançar nas discussões das questões amazónicas à luz dos compromissos assumidos na Rio+20, numa Conferência Rio+20 Amazónico.

O processo de globalização, a mundialização dos mercados, o extraordinário avanço das telecomunicações, a modernização dos transportes, o fortalecimento da sociedade e do mercado do conhecimento, entre outros fatores, modificaram profundamente a geografia mundial, trazendo a tona questionamentos diversos sobre o rumo que tomou a sociedade num mundo extremamente injusto e desigual que, ao que tudo indica, tende a agravar-se.

No atual contexto internacional testemunha-se uma nova organização das atividades económicas e vive-se acirrada disputa entre as potências detentoras da moderna tecnologia, localizadas nos países hegemónicos, e países detentores dos maiores estoques de natureza, localizados principalmente em países periféricos; e nesse contexto a Amazónia passa a ter papel preponderante pelo enorme stock de capital natural que ela possui e pelo seu papel crucial nas mudanças climáticas globais.

Com esse pano de fundo surgem perguntas que nortearão o colóquio, entre as quais as seguintes:
 

1) O que ficou do conceito de desenvolvimento sustentável propalado a partir da Rio 92 e que relevância teve na formulação de políticas de desenvolvimento da Amazónia?

2) Qual é o peso que têm ou deveria ter a Amazónia nos debates e acordos internacionais que envolvem a questão das mudanças climáticas globais?

3) Qual é ou deveria ser o envolvimento das populações locais na formulação e implementação de políticas públicas na Amazónia e quais tem sido os benefícios e os malefícios dos programas de desenvolvimento da região para essas populações?

4) As Constituições de vários países amazónicos têm vindo a consagrar modelos alternativos ao desenvolvimento a partir das cosmovisões indígenas. Qual o impacto das novas exigências constitucionais no modo como se encarar o futuro da Amazónia?

5) A sede de recursos naturais por parte do capitalismo global é aparentemente infinita. Que limites ou alternativas oferece o novo mandato ecológico em construção no mundo?

6) As lutas pela Amazónia refletem conflitos entre interesses económicos sociais, e culturais. Menos tratados são os interesses militares. Como analisar a crescente militarização da Amazónia?

 Comissão Organizadora

  • Boaventura de Sousa Santos, Presidente
  • Luis E. Aragón, Coordenador
  • Pedro Hespanha, membro
  • Stefania Barca, membro
  • Giovanni Alegretti, membro

Programa

Terça feira, 27 de Março


09h00-09h30 Inscrição

09h30-10h00 Sessão de abertura
  • João Gabriel Silva, Reitor da Universidade de Coimbra
  • Miguel Clüsener-Godt, Representante da UNESCO
  • Jorge Almeida Guimarães, Presidente da CAPES/Brasil
  • Boaventura de Sousa Santos, Diretor do CES
  • Luis E. Aragón, Cátedra Milton Santos/CES
10h00-10h30 Intervenção de abertura

Helena Freitas, Vice-Reitora da Universidade de Coimbra

10h30-10h45 Intervalo

10h45-11h45 Conferência I

Alberto Acosta, Parlamentar, ex-Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Equador

11h45-12h05 Debate

12h05-14h00 Almoço

Painel I: Amazónia e o desenvolvimento Sustentável: Rio 92 e Rio 92+20

14h00-14h30 José Augusto Valladares Pádua, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil

14h30-15h00 Violeta Loureiro, Universidade Federal do Pará, Brasil

15h00-15h20 Debate

Painel II: Amazónia e o novo mandato ecológico

15h20-15h50 Eduardo Gudynas, Secretário Executivo do Centro Latino Americano de Ecologia Social (CLAES), Uruguai

15h50-16h20 Carlos Walter Porto Gonçalves, Universidade Federal Fluminense, Brasil

16h20-16h40 Debate

16h40-16h55 Intervalo

Painel III: Amazónia e a geopolítica num mundo globalizado

16h55-17h25 Camilo Domínguez, Universidade Externado de Colômbia

17h25-18h05 Mario Amin, Cátedra UNESCO, Universidade Federal do Pará, Brasil

18h05-18h35 Debate

19h00 Recepção

Quarta feira, 28 de Março

09h00-10h00 Conferência II

Luis E. Aragón, Cátedra Milton Santos, CES

10h00-10h20 Debate

10h20-10h35 Intervalo

Painel IV: Amazónia e o envolvimento dos atores e instituições locais

10h35-11h05 Alex Fiúza de Mello, Secretário de Ciência e Tecnologia, Governo do Estado do Pará, Brasil

11h05-11h35 Armin Mathis, Diretor, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/ Universidade Federal do Pará, Brasil

11h35-11h55 Debate

11h55-14h00 Almoço

Painel IV: Amazónia e o envolvimento dos atores e instituições locais (cont.)

14h00-14h30 Xavier Albó, Centro de Investigação e Promoção do Campesinato (CIPCA), Bolívia

14h30-15h00 Juan Carlos Jintiach, Coordenador de Cooperação Internacional da Coordenadora das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), Equador

15h00-15h30 Fernando Vargas, Diretor do Parque Nacional Isidoro Sécure (TIPNIS), Bolívia

15h30-15h50 Debate

15h50-16h05 Intervalo

16h05-17h05 Conferência III

Boaventura de Sousa Santos, CES

17h05-18h15 Debate

18h15-18h45 Sessão de encerramento

Lieux

  • Av. Dias da Silva, 165 (Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)
    Coimbra, Portugal

Dates

  • mardi 27 mars 2012
  • mercredi 28 mars 2012

URLS de référence

Source de l'information

  • Marie Pellen
    courriel : marie [dot] pellen [at] openedition [dot] org

Pour citer cette annonce

« As lutas pela Amazónia no Início do milénio », Colloque, Calenda, Publié le mercredi 04 janvier 2012, http://calenda.org/206753