Accueil(Re)penser la démographie aujourd’hui : contraintes et stratégies

(Re)penser la démographie aujourd’hui : contraintes et stratégies

Rethinking Demography Today: Constraints and Strategies

Repensar a Demografia Hoje: condicionantes e estratégias

IV Congrès portugaise de démographie

IV Portuguese Congress of Demography

*  *  *

Publié le mercredi 30 mai 2012 par Marie Pellen

Résumé

Le IV Congrès Portugaise de Démographie sur le thème « (Re)penser la Démographie aujourd’hui : Contraintes et stratégies » aura lieu à l’Université de Évora, organisé avec le Centre Interdisciplinaire pour l'Histoire, Cultures et Sociétés de l’Université d'Evora, la Asociación de Demografía Histórica et la Società Italiana di Demografia Storica le 12-13 Septembre 2012.

Annonce

Le IV Congrès Portugaise de Démographie sur le thème « (Re)penser la Démographie aujourd’hui : Contraintes et stratégies » aura lieu à l’Université de Évora, organisé avec le Centre Interdisciplinaire pour l'Histoire, Cultures et Sociétés de  l’Université d'Evora, la Asociación de Demografía Histórica et la Società Italiana di Demografia Storica le 12-13 Septembre 2012.

La date limite de soumission des propositions de communication comprenant - Titre, identité (s) de l'auteur (s), affiliation, adresse electronique et résumé (jusqu'à 10.000 caractères) : 15 Juin.

Des informations complémentaires sont disponibles : www.cpd2012.uervora.pt et www.apdemografia.pt.

Apresentação

O IV Congresso Português de Demografia com o tema “Repensar a Demografia Hoje: condicionantes e estratégias”, vai realizar-se na Universidade de Évora, em co-organização entre a Associação Portuguesa de Demografia (APD), o Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS-UE), a Asociación de Demografia Histórica (ADEH) e a Società Italiana di Demografia Storica (SIDeS), nos dias 12-13 de Setembro de 2012.

Com a realização do IV Congresso Português de Demografia, a APD, numa lógica de abrangência de múltiplas dimensões, tem como objetivo principal oferecer um espaço de encontro, de debate de ideias e discussão de resultados de investigação em curso na área da Demografia e dos estudos de população a todos quantos se interessam por estas temáticas.

O evento dirige-se maioritariamente aos cientistas sociais que na sua área de investigação desenvolvem e aprofundam os métodos e técnicas de análise demográfica, assim como analisam causas e consequências de diferentes comportamentos das variáveis determinantes da evolução da dinâmica populacional. Mas as relações de proximidade com outras áreas do conhecimento científico implicam que a investigação se torne obrigatoriamente multi e interdisciplinar, cruzando perspectivas de análise com a Sociologia, a Economia, a Geografia, a História, a Biologia, a Matemática e a Estatística, entre outras. Assim, este encontro científico pretende evidenciar a cada vez maior necessidade de uma investigação conjunta em torno dos impactos da Demografia na sociedade dos nossos dias. Seguindo uma visão de aplicação prática da ciência demográfica, pretende ainda acolher todos os profissionais que na sua actividade quotidiana trabalham em e com questões de população.

Serão, pois, estes os contributos que pretendemos estimular, reunir e divulgar, constituindo a finalidade última deste IV Congresso Português de Demografia cujo programa cientifico compreende: sessões plenárias com ilustres convidados, investigadores nacionais e estrangeiros de referência, onde se destaca uma sessão sobre a Demografia da Europa do Sul que conta com a participação dos Presidentes da Asociación de Demografìa Histórica (ADEH) e da Società Italiana di Demografia Storica (SIDeS); diversas sessões temáticas a que se associa uma sessão especial para estudantes de doutoramento “Demography Across Europe”.

Os congressistas são convidados a participar no Programa Social do Congresso através do qual terão a oportunidade de conhecer um pouco da cidade de Évora e da sua Universidade que tanta história contam.

Áreas Temáticas

Convidamos à submissão de propostas de comunicação - em formato oral ou poster – em todas as áreas da Análise Demográfica e dos Estudos de População, em particular nas constantes da listagem abaixo. Aos Coordenadores caberá a selecção das propostas de comunicação relativas a essa área e o contacto com os proponentes, para além de assumir o papel de moderação das sessões no Congresso.

Áreas Metropolitanas e Território

Coordenação: Jorge Malheiros (IGOT-UL)

Os tempos actuais são de enorme desafio para o desenvolvimento territorial em particular no caso das áreas Metropolitanas, cujas dinâmicas demográficas apresentam características diferenciadas face ao resto do território. Entre a consolidação de um diagnóstico prospectivo e a afirmação de uma visão para o futuro, torna-se determinante discutir os contextos demográfico e socioeconómico em que se processará a evolução das Áreas Metropolitanas na próxima década e, também, o modo como os actores fundamentais deste processo conseguirão materializar os seus anseios em termos de articulação de infra-estruturas, equilíbrio territorial e ecológico e, naturalmente, dinâmicas urbanas e crescimento económico. Neste sentido, convidam-se todos os investigadores que tenham em curso, ou recentemente concluídos, estudos e trabalhos originais neste domínio a submeterem os seus resultados sob a forma de comunicações orais ou posters, a esta sessão.

As Desigualdades e as Questões Sociais

Coordenação: Gilberta Rocha (UAC) e Maria Cristina Sousa Gomes (UA)

Esta sessão pretende fomentar a análise e o debate sobre as repercussões e os impactos sociais da recente dinâmica populacional, isto é, um olhar demográfico sobre a realidade social contemporânea, com especial enfoque nas desigualdades sociais, que se considera tanto mais pertinente quanto se observa o contexto e as particularidades das sociedades e das suas diversidades nesta primeira década do milénio.

Ciências da População

Coordenação: Maria José Carrilho (INE)

Esta área temática tem como principal objectivo contribuir para uma reflexão e debate centrado no percurso das Ciências da População durante o séc. XX em Portugal, pelo que se incentiva a apresentação de análises e estudos não só sobre as obras de referência, como igualmente sobre os autores que marcaram indelevelmente a demografia portuguesa naquele período.

Conjugalidades e Famílias

Coordenação: Vanessa Cunha (ICS-UL)

As profundas mudanças nos modos de entrar e viver em casal, no sentido da desinstitucionalização e da informalização da “vida a dois”, constituem um desafio para a demografia.

Com efeito, a quebra da nupcialidade desde os anos 80, o peso cada vez mais diminuto de casamentos católicos, a subida da idade média ao 1º casamento – que em 2010 era já superior a 30 anos para homens e mulheres – e o aumento da taxa bruta de divórcio, não são sintomas de uma eventual “crise da conjugalidade”, pois viver em casal continua a ser a forma predominante de organização da vida familiar.

À análise demográfica cabe, então, encontrar novos instrumentos para medir e desvendar estas novas formas de entrar e viver em conjugalidade. No contexto da Europa do Sul, Portugal particulariza-se pelas mudanças mais céleres dos comportamentos neste domínio, como se pode constatar, por exemplo, pela evolução do divórcio, do casamento católico ou dos nascimentos fora do casamento. Mas também – e aqui secundado a vizinha Espanha – pela mudança legislativa recente que permitiu o acesso ao casamento por parte dos casais do mesmo sexo.

No IV Congresso Português de Demografia, esta sessão tem como grande objetivo fazer uma reflexão sobre estas mudanças nos modos de viver em casal, que traduzem uma abertura da sociedade portuguesa à diversificação e à pluralização da vida conjugal e familiar, assim como sobre os instrumentos para captar as novas realidades.

Dados e Métodos

Coordenação: José Gonçalves Dias (ISCTE-IUL)

Os temas a abordar nesta área temática são transversais às várias áreas da demografia e outras ciências sociais, enfatizando os aspectos metodológicos. Os trabalhos poderão focar-se no processo de recolha de dados, na qualidade dos dados e produção de estatísticas, ou na modelação matemática e estatística. Os trabalhos a apresentar deverão ter uma natureza mais metodológica que permita ilustrar aspectos úteis a outras áreas possíveis de aplicação.

Demografia Comparada

Coordenação: Isabel Tiago de Oliveira (ISCTE-IUL)

Os temas a abordar nesta área podem abarcar as várias áreas da demografia desde que tenham uma perspectiva comparativa de diferentes populações no tempo ou no espaço, ou a análises comparativas de diferentes subgrupos populacionais numa mesma população. Sugerem-se como exemplos: trabalhos que comparem a realidade portuguesa com a de outros países da Europa (particularmente do Sul da Europa); análises comparativas das diferentes regiões portuguesas; investigações sobre subgrupos populacionais (imigrantes de diferentes origens, grupos definidos a partir da ocupação ou de níveis de escolaridade, etc); estudos comparativos sobre outras áreas, nomeadamente regiões de língua ou presença portuguesa.

Demografia e Mercado de Trabalho

Coordenação: Maria Luís Rocha Pinto (UA)

Repensar a demografia nos dias de hoje corresponde a um esforço de conhecimento aprofundado de muitas matérias que têm sido analisadas fundamentalmente em óticas que a demografia apenas aflora. No entanto, se queremos enveredar por uma análise que nos conduza ao futuro com as suas condicionantes e possíveis estratégias de atuação, o mercado de trabalho constitui-se como uma das áreas de maior importância. Assim, pretende-se que surjam sínteses de trabalhos ou investigações em curso que possam refletir sobre pontos importantes na relação entre a estrutura demográfica, a estrutura de qualificações e as características demográficas fundamentais do mercado de trabalho, assim como as perspetivas da sua alteração futura condicionada pela alteração das características da população. Será um tema muito aberto, que possa proporcionar uma discussão profícua sobre temáticas que a demografia deverá abraçar, para um melhor entendimento do mercado de trabalho.

Demografia e Políticas Públicas

Coordenação: Ana Alexandre Fernandes (ISCSP-UTL)

Nos dias de hoje é incontornável a relevância dos estudos que se focam nas interacções entre análise demográfica e politicas públicas. Esta sessão temática pretende acolher resultados de projectos de investigação, de divulgação de dados e estudos que contribuam para a formulação e avaliação de politicas públicas orientadas para o desenvolvimento humano e para a redução das desigualdades sociais. Convida-se ainda à apresentação de comunicações que versem sobre o impacto previsível da evolução demográfica nos sistemas públicas de segurança social e de saúde e sobre o papel das medidas de politica.

Demografia e Segurança

Coordenação: Teresa Rodrigues (FCSH-UNL)

Os estudos de índole demográfica são um instrumento de apoio à decisão sobre políticas de segurança e defesa. A globalização complexificou a relação entre população, recursos, desenvolvimento e segurança. Nos novos paradigmas do sistema internacional o fator demográfico assume uma enorme importância e pode constituir um predictor de futuro, permitindo a adequação dos Estados às transformações expectáveis nas suas dinâmicas. Na Europa o desafio é garantir a gestão sustentável entre comunidades residentes mais envelhecidas, complexas e distintas, migrações, necessidades em termos económicos a escalas diversas (de local a global) e direitos e garantias (segurança humana); nos países jovens trata-se de gerir o desenvolvimento económico e a melhoria dos indicadores de bem-estar, atendendo às expectativas de uma população jovem numerosa, relativamente escolarizada, sem emprego, urbana. Mas embora se reconheça que os desequilíbrios demográficos, em conjunto com as desigualdades de padrões de vida potenciam ameaças e riscos, o facto dessas alterações se inscreverem em tempos longos faz com que a sua importância e interesse nem sempre seja evidenciada.

Apesar dos avanços experimentados sobre estas questões e do crescente interesse por estas temáticas, os estudos realizados em termos peninsulares são ainda reduzidos e tendem a privilegiar as questões de segurança às demográficas. Por esta razão, fazemos um apelo à apresentação de trabalhos sobre esta matéria, que consideramos poder interessar demógrafos, sociólogos, politólogos e historiadores.

Os trabalhos apresentados deverão perspetivar a importância do fator populacional numa dupla aceção: 1) atender à tradicional questão do volume de efetivos, cuja influência continua até certo ponto a não ser displicente, nomeadamente em termos de projeção externa; 2) verificar o que se reporta aos impactos decorrentes das características endógenas a essa população, a nível de composição etária, de nacionalidade, de distribuição no território. Esta última ótica prevalece em termos internos, assumindo nomeadamente implicações na perceção de segurança e ligações com o novo conceito de segurança, que se identifica com uma também nova visão de qualidade de vida, onde se incluem as ameaças à vida e ao bem-estar humano, como são a pobreza, exclusão social, poluição ou as epidemias.

Demografia Regional

Coordenação: Maria João Guardado Moreira (ESE-IPCB)

A divulgação dos primeiros resultados do Recenseamento de 2011 veio relançar a questão da diversidade das tendências e dinâmicas que caracterizam as regiões portuguesas. Na verdade, a existência de dinâmicas específicas de comportamento é causa e consequência de realidades específicas e circunscritas geograficamente. Por isso, a complexidade da realidade regional implica uma abordagem que tenha em conta um conjunto de aspectos que passam pela análise dos acontecimentos demográficos, as interacções que ligam a população à sociedade, ao meio ambiente, ao sistema urbano, diferencialidades do reordenamento do território, às políticas de desenvolvimento.

Pretende-se, assim, que surjam sínteses ou se divulguem investigações em desenvolvimento que analisem as dinâmicas regionais quanto à sua evolução demográfica mas, também, em inter-relação com questões económicas e sociais resultantes de opções políticas, no que diz respeito ao planeamento e desenvolvimento regional.

O objectivo é que seja uma sessão muito aberta que permita a discussão de temáticas em torno a demografia regional, de modo a percepcionar a sua complexidade e diversidades resultantes das dinâmicas e da evolução em curso.

Envelhecimento Demográfico, Envelhecimento Social

Coordenação: Mário Leston Bandeira (ISCTE-IUL)

O conceito de envelhecimento demográfico designa, no essencial, a progressiva diminuição do peso das gerações mais jovens a favor do aumento do peso das gerações mais velhas. A rápida alteração das estruturas etárias que conduziram ao envelhecimento de muitas populações é um fenómeno relativamente recente.

Notestein, autor da teoria da transição demográfica foi quem, pela primeira vez, equacionou a hipótese de as populações, após a conclusão da transição demográfica, entrarem num processo de envelhecimento devido à baixa fecundidade. Mas outros demógrafos vieram defender que o envelhecimento resultava não apenas da baixa da natalidade, mas também da baixa da mortalidade.

A estas explicações deve ser acrescentada uma terceira causa. O envelhecimento pode ser iniciado através de alterações das estruturas etárias intermédias devidas à emigração de adultos activos. Essa é a experiência de Portugal, onde o envelhecimento demográfico foi lançado pela emigração europeia e o êxodo rural na década de 1960, numa época em que a natalidade ainda era relativamente elevada.

Qualquer que seja a causa primeira do envelhecimento demográfico, as mudanças do peso relativo de cada estrutura no conjunto da população são sempre condicionadas pelas dinâmicas demográficas. O envelhecimento ou o rejuvenescimento das populações dependem do “desempenho” da natalidade, da mortalidade e das migrações.

Na medida em que esse “desempenho” é também social, económico, político e cultural, o envelhecimento demográfico, além de demográfico, é também social. O que obriga a uma abertura do campo dos estudos demográficos do envelhecimento para além da sua base metodológica fundamental que é a análise demográfica.

O IV Congresso Português de Demografia acolherá de bom grado todas as contribuições científicas que permitam alargar o nosso conhecimento quer sobre a análise demográfica do envelhecimento, quer sobre as questões sociais, políticas, culturais e económicas decorrentes do substancial aumento no presente e no futuro das populações seniores. A título de exemplo, sugerem-se alguns temas: discriminações baseadas na idade; sociabilidades seniores; patologias da velhice, cuidados institucionais e cuidados informais; idade da reforma, ciclo de vida e políticas sociais; vida saudável e ciclo de vida; direito ao trabalho e reforma compulsiva; pais, avós e netos, quem ajuda quem? participação dos seniores na vida social, económica, associativa e política; conflitos e solidariedades inter-geracionais; esperança de vida e limiares da velhice; gerontocracia versus morte social.

Escola e População

Coordenação: Ana Nunes de Almeida (ICS-UL)

O objetivo desta sessão temática é o de promover uma discussão ampla sobre os comportamentos da população escolar, de modo a compreender a sua complexidade e diversidade, resultado das dinâmicas da evolução em curso. Convidam-se todos os investigadores que estejam a desenvolver, ou tenham concluído recentemente, estudos e trabalhos originais neste domínio a submeterem os seus resultados a esta sessão.

Fecundidade e Sexualidades

Coordenação: Maria Filomena Mendes (UE)

Numa referência recente à recuperação da fecundidade das gerações, Goldstein et. al. (2011) mencionaram que, de um grupo de 34 países, só 5 ainda mantêm um declínio no seu nível de fecundidade: 3 pertencem à Europa do Leste (Eslováquia, Hungria e Polónia); 1 à Europa do Sul (Portugal) e 1 à Ásia (Coreia). O Relatório sobre a Situação da População Mundial, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e apresentado em 2011, estima para o nosso País, uma das mais baixas fecundidades do Mundo.

Face a tão preocupante diagnóstico, torna-se cada vez mais urgente analisar e reflectir sobre as razões que conduziram à situação actual da fecundidade em Portugal, dando uma particular relevância às motivações para a diminuição do número médio de filhos por mulher e ao efeito do adiamento na idade em que, em média, as portuguesas têm os seus filhos.

No IV Congresso Português de Demografia, esta sessão acolherá a apresentação de resultados de investigação sobre a análise demográfica da Fecundidade em Portugal, na Europa e no Mundo.

Para além da discussão sobre dados e indicadores, será dado particular interesse aos estudos sobre os efeitos do quantum e do tempo, assim como esperamos contributos relativos às relações entre a fecundidade e a educação, o mercado de trabalho, a igualdade de género, a transição para a vida adulta, a alteração na formação e constituição das famílias, a estabilidade das uniões, as migrações e a actual crise económica e financeira.

Um último mas não menos importante tópico relaciona-se com as medidas de política tendentes à promoção da fecundidade, com especial interesse na análise da sua articulação com os determinantes das intenções de fecundidade e sua concretização.

Em demografia, tradicionalmente, a fecundidade é trabalhada sem qualquer relação com a sexualidade. Contudo, na prática, não se poderá negar, a interligação existente entre os dois fenómenos. Pelo que, no âmbito desta sessão fará todo o sentido acolher também propostas que remetam para uma ainda tão recente demografia dos comportamentos sexuais. Propostas onde, no cruzamento com variáveis clássicas como a idade, o sexo e o estado civil, a análise demográfica dos comportamentos sexuais não perde de vista o imbricamento destes com as relações familiares, conjugais e de género.

Migrações

Coordenação: João Peixoto (ISEG-UTL)

O tema das migrações ocupa uma centralidade tão grande na demografia quanto os temas que mais geralmente são associados a esta disciplina, como a natalidade e a mortalidade. De facto, a dinâmica migratória é tão (ou mais) importante do que a dinâmica do crescimento natural para explicar o crescimento ou a estagnação populacional, assim como o rejuvenescimento ou o envelhecimento. Tem sido sobretudo a crónica escassez de dados quantitativos comparáveis que tem impedido a aplicação de muitos métodos de análise demográfica ao estudo das migrações, ou a sua ausência em alguns manuais e colectâneas de demografia.

Nesta sessão temática serão aprofundadas algumas contribuições dos fenómenos migratórios para a dinâmica populacional. Será dado destaque ao estudo das migrações internacionais e da sociedade portuguesa, embora outras comunicações possam ser aceites. Alguns dos temas em destaque serão as dinâmicas da imigração e emigração em Portugal nos últimos anos; o impacto dos fluxos migratórios nas estruturas populacionais nacionais e locais; os comportamentos demográficos dos imigrantes e emigrantes (fecundidade, conjugalidade, mortalidade); e os movimentos migratórios no âmbito do sistema migratório lusófono.

Mortalidade e Saúde

Coordenação: Maria da Graça Morais (UE)

Sabe-se que os modelos da mortalidade são complexos e os seus níveis analíticos têm reflectido, ao longo dos tempos, diferenças epidemiologicamente determinadas quer pela exposição, quer pela resistência à doença, e concorrem, outrossim, para as decisões das sociedades no domínio das políticas da Saúde.

As respostas poderão ser diversas, e ainda que as diferenças por idade, sexo e status socioeconómico sejam virtualmente universais, o facto é que – perante a rápida dinâmica das mutações económicas – os modelos de resposta a adoptar podem diferir significativamente conforme os grupos sociais em questão.

A oportunidade da realização do IV Congresso Português de Demografia permitirá, pois, através da análise das suas condicionantes, uma abordagem mais aprofundada do binómio saúde/mortalidade. Assim, a Área Temática Mortalidade e Saúde endereça a todos os interessados nestes domínios do conhecimento o convite para a apresentação de resumos de comunicações, com base em trabalhos de investigação, em curso ou concluídos, ou em exercícios de refleão temática, teóricos ou metodológicos.

População e Ambiente

Coordenação: Ana Romão (Acad. Militar) e Paulo Machado (LNEC)

Nas últimas três décadas ocorreram importantes transformações na distribuição geográfica da população e no uso dos recursos naturais, o que, conjugado com outros factores, imprimiu significativas marcas de mudança ao longo de todo o território nacional, com consequências visíveis nas paisagens e, por certo, nas condições de vida de quem as habita. Em Portugal, como noutros países e regiões, ao mesmo tempo que a pressão humana se acentuou sobre algumas zonas, outras manchas territoriais, umas mais extensas que outras, outrora ocupadas, talvez até densamente ocupadas, foram sendo despovoadas. Terá essa suspensão do elemento humano contribuído para restaurar os recursos naturais e os equilíbrios ambientais, ou será a descapitalização humana do território um factor de desequilíbrio?

Forte pressão demográfica concentrada em territórios urbanos (caso de algumas zonas litorais), extensas zonas rurais de baixas densidades, não esgotam, obviamente, a multiplicidade das formas de distribuição espacial da população, nem a plasticidade dos modos de relação com o ambiente, um conhecimento que importa actualizar, com base nos dados do último recenseamento e em outras fontes tidas por pertinentes.

As configurações populacionais, tais como a distribuição, o volume, o crescimento, as migrações ou a composição etária podem alterar, em graus diversos, as componentes ambientais; mas outros factores, como as práticas de consumo, o uso do solo, o planeamento, os recursos tecnológicos, entre outros aspectos, interagem nesses processos. Importa, consequentemente, abordar a questão não apenas no plano demográfico, mas também no que releva das políticas e das práticas dos agentes públicos e privados. Estudos comparativos, propostas inovadoras do ponto de vista teórico e metodológico são particularmente bem-vindos a este painel.

Seguindo o tema geral do Congresso, “(Re) pensar a Demografia Hoje: condicionantes e estratégias”, a Área Temática População e Ambiente convida à apresentação de comunicações direccionadas para a abordagem das interacções entre População/Ambiente, levando em consideração as condicionantes dessa inter-relação, na sua pluralidade e diversidade, mas procurando também identificar estratégias susceptíveis de serem tidas em conta no planeamento e na decisão política.

População e História

Coordenação: Norberta Amorim (UMinho)

O historiador-demógrafo de hoje, utilizando os recursos informáticos e com acesso às fontes específicas, é desafiado a debruçar-se sobre a evolução dos comportamentos demográficos do Antigo Regime à Contemporaneidade e o seu trabalho, longe de se apresentar dispensável a partir da existência de censos credíveis, torna-se mais desejável pelas virtualidades da observação longitudinal das variáveis demográficas e pelas possibilidades de inserção dessas variáveis em contextos culturais, em sentido lato.

Na vertente da Demografia Histórica, aceitam-se trabalhos que se enquadrem nas seguintes temáticas:

  • Demografia Histórica e Demografia sem mais (conceitos, fontes, metodologias)
  • Análise da evolução de variáveis demográficas: nupcialidade, fecundidade (possível incidência na fecundidade legítima, ilegítima e/ou abandono de crianças), mobilidade (mobilidade interna, emigração, imigração), mortalidade (crises de mortalidade, mortalidade infanto-juvenil, esperança de vida)
  • Análises comparativas de comportamentos demográficos (contextos temporais, geográficos e/ou sociais distintos)
  • Cruzamentos de variáveis e visões de síntese (paroquiais ou alargadas)

Recolha de Dados Censitários e Não Censitários

Coordenação: Fernando Casimiro (INE)

A recolha e tratamento de dados estatísticos são processos fundamentais na produção de informação demográfica e socioeconómica. As tarefas que estes processos envolvem nem sempre são percecionadas na sua dimensão verdadeiramente complexa, sobretudo quando se trata de dados censitários ou de outras operações estatísticas cujo tratamento deve obedecer a metodologias exigentes de consistência interna entre uma grande quantidade de variáveis referentes a uma determinada unidade estatística. Por outro lado, o custo físico e financeiro da recolha direta de dados e a melhoria sistemática dos procedimentos administrativos têm sido um forte impulso para uma produção de informação cada vez mais baseada no aproveitamento dos dados administrativos.

Assim, os temas, a abordar nesta área temática, deverão incidir sobre os modelos de recolha e tratamento de dados, colocando em evidência:

  • Modelos de recolha e tratamento de grandes quantidades de dados, com particular destaque para os censitários
  • Modelo de produção corrente de informação demográfica
  • Recolha direta de dados versus transição para modelos de aproveitamento de dados administrativos para fins estatísticos
  • Consequências da assunção do aproveitamento de dados administrativos

Comissão Organizadora

  • Presidente: Maria Filomena Mendes (UE)
  • José Gonçalves Dias (ISCTE-IUL)
  • Maria Cristina Sousa Gomes (UA)
  • Maria Isabel Baptista (ISCTE-IUL)
  • Maria João Guardado Moreira (ESE – IPCB)
  • Susana Clemente (IGOT-UL)

Comissão Local

  • Carlos Silva (UE)
  • Maria da Conceição Rego (UE)
  • Maria da Graça Magalhães (INE/UE)
  • Maria da Graça Morais (UE)
  • Paulo Infante (UE)

Comissão Científica

  • Alice Maria Delerue A. Matos (UMinho)
  • Ana Alexandre Fernandes (ISCSP-UTL)
  • Ana Nunes de Almeida (ICS-UL)
  • Ana Romão (Acad. Militar)
  • Cláudia Pina (INE)
  • Diego Ramiro Fariñas (ADEH- Asociación de Demografía Histórica)
  • Fernando Casimiro (INE)
  • Gilberta Rocha (UAC)
  • Isabel Tiago de Oliveira (ISCTE-IUL)
  • João Peixoto (ISEG-UTL)
  • Jorge Macaísta Malheiros (IGOT-UL)
  • José Dias (ISCTE-IUL)
  • José Rebelo (ESCE-IPS)
  • Lucia Pozzi (SIDeS-Societá Italiana di Demografia Storica)
  • Maria Cristina Sousa Gomes (UA)
  • Maria da Graça Magalhães (INE)
  • Maria da Graça Morais (UE)
  • Maria da Nazaré Roca (FCSH-UNL)
  • Maria Filomena Mendes (UE)
  • Maria Isabel Baptista (ISCTE-IUL)
  • Maria João Guardado Moreira (ESE-IPCB)
  • Maria João Valente Rosa (FCSH/UNL)
  • Maria José Carrilho (INE)
  • Maria Luís Rocha Pinto (UA)
  • Marie Françoise Royer Cruz (Piaget/Viseu)
  • Mário Leston Bandeira (ISCTE/IUL)
  • Norberta Amorim (UMinho)
  • Paula Santana (UC)
  • Paulo Machado (LNEC)
  • Paulo Matos (FCT-UNL)
  • Sónia Cardoso (ISCTE-IUL)
  • Stella António (ISCSP-UTL)
  • Teresa Rodrigues (FCSH-UNL)
  • Vanessa Cunha (ICS-UL)

Catégories

Lieux

  • Evora, Portugal

Dates

  • vendredi 15 juin 2012

Contacts

  • Association Portugaise de Démographie
    courriel : geral [at] apdemografia [dot] pt

Source de l'information

  • Association Portugaise de Démographie
    courriel : geral [at] apdemografia [dot] pt

Pour citer cette annonce

« (Re)penser la démographie aujourd’hui : contraintes et stratégies », Appel à contribution, Calenda, Publié le mercredi 30 mai 2012, http://calenda.org/208805