AccueilElites, classe média e aristocracias

*  *  *

Publié le lundi 04 mars 2013 par Marie Pellen

Résumé

Que é feito da aristocracia? Desapareceu ou transformou-se? Em memórias ou práticas, como é a presença da aristocracia na actual vida social? Onde e como está no século XXI? Tem alguma importância? A ideia central deste ciclo é a de questionar a ausência do estudo da aristocracia como uma presença atual na vida social. Como acabou a aristocracia? Ou será que se transformou? Onde e como está no século XX? Esta iniciativa procurar traduzir os saberes e ausências científicos em modos de estimular o debate atual sobre o lugar de cada um e do país no mundo.

Annonce

Apresentação

Quando o futuro escurece à nossa frente, olhamos instintivamente para trás a ver se compreendemos, naquilo que pode ser recuperado das nossas acções passadas, a razão de tal negrume.

As ideologias em luta, na Guerra Fria, abateram-se uma sobre a outra, esmagando-se mutuamente num discurso único tecnocrático, economicista, alegadamente anti-ideológico, na verdade maquiavelicamente montado (também pelas ciências sociais) para encobrir a verdade atrás de um labirinto de especialidades e especialistas, sábios na ignorância dos constrangimentos que tornam subordinados os respectivos conhecimen-tos aos poderes dominantes .

Comunismo, social-democracia, democracia cristã, liberalismo, nada serve as necessidades da actual situação, como o mostram a variedade de tentativas de partidos recentemente criados, em Portugal como noutros países da Europa. A esquerda, em concreto, resiste de derrota em derrota, à espera de um clamor de fundo que ninguém vislumbra e poucos desejam verdadeiramente que ocorra. (Onde ocorreu, foram sempre desilusões, até agora).

A história portuguesa sugere muitas hipóteses de saída para a crise de civilização, das quais a defenestração de Miguel de Vasconcelos é a mais recordada. Preferimos recordar a Encíclica Geração, versão medieval e em miniatura da “mais bem preparada geração de sempre”.

Em tese, se em vez de entendermos a história como uma luta polarizada entre capitalistas e trabalhadores a entendermos como uma luta tripartida entre burgueses e aristocratas, em que os favores dos populares, para um lado ou para outro, desequilibram a balança – ocorrendo, nesses casos, riscos de revolução, de descontrolo da situação por parte das elites – poder-se-ia rever a história e perspectivar o futuro quiçá de forma mais responsável e realista.

O CIES-ISCTE-IUL e o MRR-BG convidam à participação do desbravar das questões assim levantadas, através da apresentação e discussão de trabalhos universitários e políticos, como a genealogia das famílias dominantes em Portugal, o papel das Forças Armadas na história recente, os modos de apropriação das identidades urbanas e rurais pela aristocracia ascendente e descendente, as lutas pelo controlo das actividades culturais.

A concentração da propriedade do capital atingiu níveis inimagináveis. A 15 centésimas das pessoas existentes é atribuído o rendimento de 2/3 da riqueza mundial. Os 99,85% sentem-se impotentes perante as sucessivas arrancadas suicidas das instituições ajoelhadas perante o Deus dinheiro – instituições que impõem autocraticamente fidelidade aos seus funcionários, obrigados pelo emprego que, por privilégio, lhes coube (até agora). Obrigados e ansiosamente consumistas de recursos várias vezes acima das possibilidades do planeta dispõe. Enquanto humanos, a nossa dívida cresce anualmente,  face à degradação do ambiente, ao qual não sobreviveremos. Os direitos do ambiente, das minorias humanas (na verdade a maioria), a felicidade e a própria dignidade humanas sofrem. O sector militar e de defesa, em 2010, gastaram 1.125 mil milhões de euros, Na zona da OCDE são 3% do PIB. Apenas 5% desse valor é pedido pela ONU, sem sucesso, para os programas de ajuda ao desenvolvimento mais urgente.

Os humanos, já se sabe, são capazes do melhor e do pior. Será que podemos entender em que condições de luta de classes o melhor emerge (de preferência antes do pior destruir tudo)?

Organização

Ciclo de conferências organizado pela Biblioteca Museu República e Resistência,
em colaboração com o CIES-IUL

Apoios

  • CIES-IUL (CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E ESTUDOS DE SOCIOLOGIA – INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA)
  • Bibliotecas Municipais de Lisboa

Programa

6 de Março de 2013

18:30-20:30

As estratégias de ocultação da aristocracia submetida – apresentação dos fundamentos e objectivos do programa

  • António Pedro Dores

13 de Março de 2013

18:30-20:30

Os donos de Portugal

  • Jorge Costa

Recomendação para visualização prévia do filme “Os donos de Portugal” de Jorge Costa,
em http://www.donosdeportugal.net/

3 de Abril de 2013 

18:30-20:30

Tropa de elite

  • Mário Tomé

17 de Abril de 2013

18:30-20:30

Gentrificação

  • Walter Rodrigues

8 de Maio de 2013

18:30-20:30

Elite cultural

  • Patrícia Oliveira
  • Carlos Vargas

22 de Maio de 2013 

18:30-20:30

Movimentos de transição representante do movimento

5 de Junho de 2013

18:30-20:30

“Elites, classe média e aristocracias”.

  • Conclusões e comentários de Nuno Monteiro

Catégories

Lieux

  • Espaço Grandela - Biblioteca Museu República e Resistência, Estrada de Benfica, 419
    Lisbonne, Portugal (1500-078)

Dates

  • mercredi 06 mars 2013
  • mercredi 13 mars 2013
  • mercredi 03 avril 2013
  • mercredi 17 avril 2013
  • mercredi 08 mai 2013
  • mercredi 22 mai 2013
  • mercredi 05 juin 2013

Contacts

  • CIES-IUL
    courriel : cies [at] iscte [dot] pt

URLS de référence

Source de l'information

  • Marta Maia
    courriel : martamaia72 [at] yahoo [dot] fr

Pour citer cette annonce

« Elites, classe média e aristocracias », Cycle de conférences, Calenda, Publié le lundi 04 mars 2013, http://calenda.org/240755