AccueilMetropolização, trajetórias residenciais e modos de vida: fendências nas metrópoles da Europa do Sul

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Publié le mardi 16 avril 2013 par Marie Pellen

Résumé

Em Portugal, o processo de urbanização, que tem início na década de 50, atinge o seu auge na década seguinte, entrando pelos “conturbados” anos 70. É a época dos HLM, das New Towns, dos “30 gloriosos” que viriam revolucionar a habitação das massas. Portugal também teve os seus grandes conjuntos de iniciativa pública, poucos. A maioria era privada. Era nas periferias ou nos limites periféricos da cidade que se construíam os “novos bairros”, de habitação coletiva ou de moradias, frequentemente clandestinas.

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Apresentação

Em Portugal, o processo de urbanização, que tem início na década de 50, atinge o seu auge na década seguinte, entrando pelos “conturbados” anos 70. É a época dos HLM, das New Towns, dos “30 gloriosos” que viriam revolucionar a habitação das massas. Portugal também teve os seus grandes conjuntos de iniciativa pública, poucos. A maioria era privada. Era nas periferias ou nos limites periféricos da cidade que se construíam os “novos bairros”, de habitação coletiva ou de moradias, frequentemente clandestinas.

A periferização é pois, aqui e em qualquer parte de mundo, uma inevitabilidade da constituição da própria metrópole, a condição sine qua non à expansão territorial e humana que a caracteriza. Em simultâneo com a expansão da “cidade nova” surgem, entre as elites, as primeiras críticas a este modelo. Mais do que a crítica a um determinado modelo urbanístico e habitacional, está em causa a crítica a uma certa visão do mundo: a visão moderna do mundo ou a visão de uma certa fase da Modernidade, a Alta Modernidade, da qual resultou, entre muitas outras “coisas”, o urbanismo moderno.

Doravante, e num lento processo de “contágio” social que se vai expandido ao ritmo das transformações sócio-culturais da Modernidade Tardia (MT), a palavra periferia ganha um tom valorativo, leia-se depreciativo, mais do que designativo. Hoje, o enaltecimento da urbanidade por oposição à suburbanidade é o referencial dominante entre quem pensa, faz e gere a cidade. A absolutização deste referencial, ao dispensar análises mais ligadas às práticas e subjectividades individuais, alimenta um discurso em torno das lógicas de ocupação do espaço metropolitano que se esgota em 2 argumentos, entendidos como constrangimentos estruturais impostos pela oferta: i) as pessoas terão sido forçadas a sair da cidade; ii) e nela não residem, nomeadamente no centro, “apenas” porque não podem.
O projecto tem como objectivo geral o estudo das trajectórias residenciais dos habitantes da Área Metropolitana de Lisboa (AML), nascidos entre 1935-1985. Porém, e dada a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre as transformações em curso que poderão estar na base de uma reestruturação das lógicas da metropolização contemporânea, privilegiar-se-á a análise das gerações mais novas: indivíduos nascidos entre 1965-1985 e cuja entrada na vida adulta e provável autonomia habitacional terá ocorrido já depois da adesão à UE, período de emergência dos principais indicadores de modernidade.

A Metropolização, Trajetórias Residenciais e Modos de Vida: Tendências nas Metrópoles da Europa do Sul é uma conferência, organizada pelo DINÂMIA’CET-IUL, realizada no âmbito do encerramento do Projeto (PTDC/CS-SOC/102032/2008) “Trajectórias residenciais e metropolização: continuidades e mudanças na AML”. Irá decorrer no ISCTE-IUL, no Auditório B203, no 18 de abril de 2013.

Entrada livre mediante inscrição para o e-mail trajectorias.residenciais@gmail.com

Tradução simultânea para Português das comunicações em Francês

Programa

18 de abril de 2013

9h30 Receção dos participantes

9h45 Abertura e apresentação do projeto

  • Isabel Salavisa (Diretora do DINÂMIA’CET-IUL),
  • Sandra Marques Pereira (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL)
  • Isabel Guerra (DINÂMIA’CET-IUL)

Coffee Break

11h00 Mudanças sociodemográficas nas Metrópoles da Europa do sul

Moderador, Discussant : Virgílio Borges Pereira (FLUP)

Population et groupes sociaux dans la structuration de la ville de Lyon
Yves Grafmeyer (Université de Lyon)

Área Metropolitana de Lisboa: território e estrutura social
Isabel Guerra (DINÂMIA’CET-IUL)
Sandra Marques Pereira (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL)

Movilidad residencial en las regiones metropolitanas de Madrid y Barcelona: Cambios y continuidades
Jesus Leal (Universidade Complutense Madrid)
Isabel Pujadas (Universitat de Barcelona)

Debate

14h30 Metropolização e Trajetórias residenciais

Moderador, Discussant Jorge Malheiros (CEG-IGOT/ UL)

Dynamiques urbaines et trajectoires résidentielles
Catherine Bonvalet, (Institut National d’Études Démographiques/ INED, Paris)
Arnaud Bringe (Institut National d’Études Démographiques/ INED, Paris)

Mobilité quotidienne, mobilité résidentielle, biographies et projets en Italie
Marco Bottai (Università di Pisa)

Trajetórias residenciais na Área Metropolitana de Lisboa: tempos, protagonistas e sentidos
Sandra Marques Pereira (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL)
Ana Cristina Ferreira (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL)
Marta Coto (DINÂMIA’CET-IUL)

Debate

Coffee-break

17h00 Ancoragens e geografias do quotidiano

Moderador, Discussant Walter Rodrigues (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL)

La diversité des ancrages dans les Villes Nouvelles d’Île-de-France
Christophe Imbert (Institut National d’Études Démographiques/ INED, Paris)

Geografias do quotidiano na AML
Teresa Costa Pinto (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL)

Espaços de vida dos imigrantes dos PALOP e do Brasil na Área Metropolitana de Lisboa
Ana Cristina Ferreira (DINÂMIA’CET-IUL/ISCTE-IUL), Lucinda Fonseca (CEG-IGOT /UL)

Debate

Lieux

  • Auditório B203 - Ed. ISCTE-IUL, Av. das Forças Armadas
    Lisbonne, Portugal (1649-026)

Dates

  • jeudi 18 avril 2013

Source de l'information

  • Marta Maia
    courriel : martamaia72 [at] yahoo [dot] fr

Pour citer cette annonce

« Metropolização, trajetórias residenciais e modos de vida: fendências nas metrópoles da Europa do Sul », Journée d'étude, Calenda, Publié le mardi 16 avril 2013, http://calenda.org/246131