Página inicialPratiquer, (se) former (aux), (re)penser et questionner les pédagogies émancipatrices

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Practicar, formarse, repensar y cuestionar las pedagiogias emancipatorias

Pratiquer, (se) former (aux), (re)penser et questionner les pédagogies émancipatrices

Practice, training in, thinking and questioning emancipatory teaching methods

Actualidades y debates

Actualités et débats

The current state of affairs and debates

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Publicado sexta, 08 de dezembro de 2017 por Céline Guilleux

Resumo

O objetivo deste coloquio é promover e divulgar em França e em francês estas pedagogias e correntes que o pensamento e a prática de Paulo Freire suscitaram. Acresce o interesse pelo facto de observarmos uma proliferação no plano do desenvolvimento teórico e prático, no que diz respeito a pedagogias anti-opressivas, anti-racistas e feministas, pedagogias queer e descolonial, todas elas esferas interseccionais.

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Apresentação

Embora o trabalho do brasileiro Paulo Freire seja uma grande referência no mundo, particularmente na América do Norte (um dos mais citados nos EUA), América do Sul, África do Sul, que Institutos Paulo Freire tenham sido criados em várias partes do mundo (Brasil, Grã-Bretanha, Portugal, África do Sul, etc.), que o seu pensamento esteja na base das pedagogias críticas, constatamos que na esfera francófona o trabalho de Freire goza de menos vivacidade (Pereira, 2017a). Apesar dos esforços de um grupo criado após a morte de Paulo Freire, nomeadamente o círculo da pedagogia emancipatória (Garibay, Séguier et al., 2009/2013), o qual permitiu a reedição francesa em 2001 da Pedagogia do Oprimido (as primeiras edições rapidamente esgotaram), o pouco impacto das teorias de Freire é especialmente vigente em França. É possível relevar algumas obras, embora raras, inspiradas pela pedagogia da conscientização na área francófona, nomeadamente no Québec (Solar 1992, Thésée e Carr 2014, Potvin 2014), na Suíça (2015 Mottiez-Lopez, Collet 2016) e, em menor escala, na França (Eneau 2003, Jeziorski 2017, Pereira 2017b), incluindo algumas teses de doutoramento defendidas recentemente (Devieilhe 2013, Dor 2017, Weksler 2015, Braeuner-Magar 2017).

Um dos objetivos deste coloquio é promover e divulgar em França e em francês estas pedagogias e correntes que o pensamento e a prática de Paulo Freire suscitaram. Acresce o interesse pelo facto de observarmos uma proliferação no plano do desenvolvimento teórico e prático, no que diz respeito a pedagogias anti-opressivas, anti-racistas e feministas, pedagogias queer e descolonial, todas elas esferas interseccionais. De notar que o seu pensamento também inspira o ensino pela justiça social.

Na senda do trabalho de Paulo Freire, a pedagogia crítica desenvolveu-se desde a década de 1980 em várias áreas linguísticas (principalmente na lusófona, hispanófona e anglófona) e geográficas (América do Norte e do Sul, Europa do Norte, Península Ibérica , África do Sul, Austrália, Palestina, Estado de Israel ...).

Na América do Sul, a pedagogia crítica deu origem a várias experiências, tais como as Escolas Cidadãs (Brasil), as escolas do movimento dos sem-terra (MST), os bachillaretos populares (Agentina) ou ainda as escolas no Chiapas (Mexico). Na continuidade da pedagogia de Paulo Freire, emergiram modelos de eco-pedagogia e de pedagogia descolonial.

Este dinamismo da pedagogia crítica também está bastante presente nos Estados Unidos. Na década de 1980, a pedagogia crítica desenvolveu-se com base na teoria crítica da Escola de Frankfurt. Ela inspirou a feminista afro-americana, bell hooks, que, em diálogo crítico com Paulo Freire, elaborou a sua pedagogia militante (Hedjerassi 2016, Dor 2017). A partir da década de 1990, houve um diálogo entre abordagens marxistas da pedagogia crítica e da educação multicultural. A pedagogia crítica foi doravante confrontada ao surgimento de novas tendências: a pedagogia crítica feminista, a pedagogia queer, a pedagogia culturalmente relevante (em associação com a teoria crítica da raça), a pedagogia crítica dos meios de comunicação, a pedagogia crítica do hip hop... Em contraste, os anos 2010 podem ser interpretados como marcados pelo desejo de reunificação teórica entre as diferentes pedagogias de luta contra as opressões.

A Europa não permaneceu fora deste movimento. Os países escandinavos experimentam o surgimento de uma corrente mais específica, a pedagogia crítica da norma. Algumas obras são particularmente notáveis, como a de Peter Mayo, sobre a formação de adultos com base na obra de Freire e Gramsci, o trabalho de Boaventura de Sousa Santos sobre a pedagogia do conflito ou ainda de Jurjo Torres sobre a justiça curricular.

Apesar da sua diversidade teórica (teoria crítica, interseccionalidade, pensamento descolonial, teoria queer, teoria dos privilégios...), as pedagogias críticas têm características comuns. Elas baseiam-se num trabalho de conscientização de opressões e privilégios com o intuito de organizar uma transformação da sociedade tendo por fim a justiça social. Esta conscientização realiza-se tanto para professores e educadores, como para alunos e aprendizes, em todas as configurações e contextos.

Um dos objetivos do Colóquio é fazer uma panorâmica da situação existente, tanto em termos de produções teóricas que nas suas formas e modalidades de expressão, nas suas concretizações, na experimentação de práticas alternativas/subalternativas (Guénif 2016), aprendizagens em contra-corrente (movimento das “primaveras árabes”, movimento Occupy, İndignados, “movimentos das praças” – Tahir, Taksim, nuid débout... – Zad, movimentos de solidariedade com os migrantes...). Esperamos neste sentido propostas que contribuam para as seguintes questões ou quaquer outra pertinente para o nosso tema :

  • Quais as evoluções ao nível terminológico, tendo em conta que os termos e noções têm-se desmultiplicado, variando de acordo com os contextos temporal, geográfico e linguístico? Por exemplo, de que maneira as pedagogias emancipadoras se distinguem das pedagogias libertadoras? Observamos mudanças em relação ao objetivo sociopolítico e transformador na abordagem freiriana?
  • Quais são as evoluções e as tendências da pedagogia crítica? Que pedagogias críticas?
  • De que maneira essas pedagogias podem ajudar a pensar de novo a emancipação e a educação dentro e fora da escola?
  • De que maneira as pedagogias emancipadoras, nomeadamente as críticas, ajudam a combater os sistemas de opressão que estão na origem das discriminações e das desigualdades sociais e de género ...?
  • Em que medida as pedagogias críticas podem participar de uma educação crítica dos meios de comunicação, especialmente os média digitais?
  • Como é que as pedagogias emancipadoras, nomeadamente as críticas, ajudam a transferir o conhecimento da investigação sobre desigualdades e discriminações nas práticas profissionais dos professores e educadores em geral? Como é que eles podem contribuir para a (trans)formação dos conhecimentos num diálogo crítico entre esses diferentes mundos?
  • Como é que as pedagogias emancipadoras, especialmente as críticas, nos ajudam a criar espaços, por exemplo educacionais ou profissionais, em lugares mais inclusivos?

Em associação a projetos de investigação que estão em curso de finalização, o colóquio incluirá:

  • um simpósio dedicado à pedagogia crítica dos média digitais em associação com o projeto Parcours Connectés (projeto E-Fran 2016).
  • uma sessão dedicada às práticas da pedagogia crítica no contexto de transferência de conhecimentos resultante da pesquisa em prática profissional no âmbito do projeto IDEA (Iniciativa de Excelência em Formações Inovadoras, Universidade Paris-Est).

Termos de contribuição

A vontade de unir mundos académicos, mundos educacionais, mundos militantes (especialmente mundos pedagógicos), da educação formal à educação popular, informal, crianças / adultos, convidamos a uma submissão em formatos plurais: proposta teórica, estado da arte, apresentação de pesquisa com corpus empírico, mas também oficinas, cenários práticos, realizações. De acordo com os princípios da pedagogia freiriana, o desafio é criar um espaço de diálogo entre as várias formas de conhecimento, provenientes do mundo académico, mas também do mundo militante, profissional, artístico e assim por diante. O objetivo é proporcionar um espaço de aprendizagem para académicos, profissionais, ativistas, artistas que visam desenvolver os seus conhecimentos num diálogo crítico. Concebemos aprender como um processo que pode ocorrer tanto num ambiente formal como informal.

Propostas de comunicação

A comunicação é apresentada por um ou mais autores. As comunicações orais serão agrupadas em sessões temáticas.

Cada apresentação (máximo de 3000 caracteres, incluindo espaços) incluirá:

  • um título
  • uma apresentação da problemática, a explicação do quadro teórico,
  • de acordo com o tipo de pesquisa (empírica, histórica, filosófica ...), a apresentação da metodologia, o corpus (derivado de um estudo empírico, documentário ou arquivístico) ou elementos de discussão filosófica ou teórica,
  • palavras-chave,
  • referências bibliográficas.

Simpósio ou workshop

Cada proposta (cerca de 4500 caracteres, incluindo espaços) incluirá:

  • informações sobre: o coordenador, os contribuidores (nome, instituição)
  • um título
  • uma breve apresentação da problemática geral das contribuições ou das experiências ou concretizações propostas,
  • 3-4 palavras-chave.

Idiomas de trabalho

Francês, Espanhol, Português, Inglês.

De acordo com as propostas de apresentação, serão criadas sessões de idiomas.

Para as conferências convidadas em sessões plenárias, será proposta uma tradução simultânea..

Publicação

Uma publicação numa revista é prevista.

Calendário

  • 28 de fevereiro de 2018prazo para envio

  • Março de 2018: limite de retorno das avaliações
  • Abril de 2018: limite de inscrição
  • Datas do Colóquio & Localização: 8-9 de junho de 2018, Paris.

A Comissão Organizadora

  • Naïma ANKA IDRISSI, Université Paris 8/ Experice (EA3971)
  • Lila BELKACEM, Université Paris Est Créteil/ ESPE de l’académie de Créteil/LIRTES (EA7313)
  • Tal DOR, Université Paris 8/ Experice (EA3971)
  • Hervé DUCHAUFFOUR, Université Paris Sorbonne/ESPE de l’académie de Paris/CERLIS (UMR 8070)
  • Fanny GALLOT, Université Paris Est Créteil/ESPE de l’académie de Créteil/CRHEC (EA 4392)
  • Nacira GUÉNIF, Université Paris 8/ Experice (EA3971)
  • Nassira HEDJERASSI, Université Paris Sorbonne/ESPE de l’académie de Paris/ GIS RREEFOR-ESPE (Axe 3)
  • Irène PÉREIRA, Université Paris Est Créteil/ESPE de l’académie de Créteil/LIS (EA4395)

Contacto & informação

Referências

  • Collet, Isabelle. Former les enseignant-e-s à une pédagogie de l'égalité, Le français aujourd'hui, vol. 193, n°. 2, 2016, p. 111-126.
  • Devieilhe, Elise. Représentations du genre et des sexualités dans les méthodes d’éducation à la sexualité élaborées en France et en Suède. Thèse de Sociologie. Université de Caen, 2013.
  • Dor, Tal. Towards Radical Consciousness Liberation. Palestinian, Israeli Recounting Decolonial of Trans/formationThèse de doctorat en sciences sociales. Université Paris 13, 2017.
  • Dor, Tal, Guénif, Nacira, Altamimi., M. Identités en dialogue. Vers une pédagogie féministe décoloniale. Paris, Ed. Cambourakis, Collection Sorcières, 2018 (à paraître).
  • Freire, Paulo. Pédagogie des opprimés. Paris, La Découverte, 2001.
  • Freire, Paulo. Pédagogie de l’autonomie. Toulouse, Erès, 2013.
  • Garibay, Françoise, Séguier Michel et al.Pratiques émancipatrices – Actualités de Paulo Freire. Paris, Syllepse, 2009/2013.
  • Guénif, Nacira. Les couleurs du féminisme, tensions et paradoxes. In : Delphine Gardey & Cynthia Kraus (dir.). Politiques de coalition. Penser et se mobiliser avec Judith Butler. ‪Zurich, Éd. ‪Seismo, coll. Questions de genre, 2016, pp.220-248.
  • Hedjerassi, Nassira. À l’école de bell hooks : une pédagogie engagée de la libération, Recherches & Éducations, n°16, 2016, pp.39-50.
  • hooks, bell. La pédagogie engagée (texte présenté et traduit par C. Fourton), Tracés. Revue de Sciences humainesn°25, 2013, pp.179-190.
  • Jeziorskia, Agnieszka. Enseigner des questions socialement vives : un champ de tensions entre éducation transmissive et l’éducation transformatrice-critique, Sysiphus, Journal of Education, vol. 5, n°2, 2017, pp. 61-78.
  • Magar-Braeuner, Joëlle.Enquête sur la microphysique du pouvoir à l'école: actualisation, imbrication des rapports de domination et modalités d'une pédagogie émancipatrice. Thèse en études féministes. Université Paris 8 et UQAM, 2017.
  • Mottier Lopez, Lucie. Au cœur du développement professionnel des enseignants, la conscientisation critique. Exemple d’une recherche collaborative sur l’évaluation formative à l’école primaire genevoise, Carrefours de l'éducation, vol. 39, n°1, 2015, pp. 119-135.
  • Pereira, Irène. Paulo Freire – Pédagogue des opprimé-e-s. Paris, Libertalia, 2017a (à paraître).
  • Pereira, Irène. Les grammaires de l’éducation critique aux médias à l’épreuve du numérique, tic&société, vol. 11, n°1-1, 2017b, pp.111-136.
  • Potvin, Maryse. Diversité ethnique et éducation inclusive : fondements et perspectives, Education et sociétés, vol. 33, n° 1, 2014, pp. 185-202.
  • Solar, Claudie. Dentelle de pédagogies féministes, Revue canadienne de l’éducation, 17(3), 1992, pp.264-285.
  • Thésée, Gina & Carr, Paul R. La (re)lecture des mots, du monde et des maux des jeunes noirs : apports de la pédagogie critique à la recherche en éducation en contextes de racialisation, Canadian Journal of Education37(1), 2014, pp. 308–329.
  • Weksler, Marcelo. Conscientisation d'enseignants travaillant avec des enfants à risque dans le programme HILA en Israël. Thèse de sciences de l’éducation. Université Paris 13, 2015.

Categorias

Locais

  • Espé
    Paris, França (75)

Datas

  • quarta, 28 de fevereiro de 2018

Palavras-chave

  • pédagogie, Paulo Freire, inégalité, discrimination, féminisme, anti-racisme, émancipation pédagogie, critique sociale

Contactos

  • José REYES
    courriel : jose [dot] reyes [at] espe-paris [dot] fr

Urls de referência

Fonte da informação

  • José REYES
    courriel : jose [dot] reyes [at] espe-paris [dot] fr

Para citar este anúncio

« Pratiquer, (se) former (aux), (re)penser et questionner les pédagogies émancipatrices », Chamada de trabalhos, Calenda, Publicado sexta, 08 de dezembro de 2017, https://calenda.org/424984

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