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Mulheres das Américas

Femmes des Amériques

Women of the Americas

Mujeres de las Américas

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Publicado terça, 03 de julho de 2018 por Céline Guilleux

Resumo

O reconhecimento do lugar das mulheres nas sociedades americanas se tornou um importante desafio social, cultural, politico e econômico. Nesse contexto, vários movimentos reivindicativos brotaram na cena internacional, como o demonstram o movimento Ni una menos, movimento feminista iniciado na Argentina contra feminicídios e violências de gênero ou as “Marchas das Mulheres” contra o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Essas problemáticas evidenciam uma forma de continuidade entre as lutas e expressões feministas do passado e a atualização delas no espaço público: das lutas para obter o direito de voto aos movimentos sociais denunciando as violências de gênero nos meios urbanos e rurais e passando pela liberação sexual dos anos 1960, por exemplo.

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Apresentação

O reconhecimento do lugar das mulheres nas sociedades americanas se tornou um importante desafio social, cultural, politico e econômico. Nesse contexto, vários movimentos reivindicativos brotaram na cena internacional, como o demonstram o movimento Ni una menos, movimento feminista iniciado na Argentina contra feminicídios e violências de gênero ou as “Marchas das Mulheres” contra o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Essas problemáticas evidenciam uma forma de continuidade entre as lutas e expressões feministas do passado e a atualização delas no espaço público: das lutas para obter o direito de voto aos movimentos sociais denunciando as violências de gênero nos meios urbanos e rurais e passando pela liberação sexual dos anos 1960, por exemplo. Elas introduzem também novas perguntas tanto sobre a criação de espaços exclusivos para mulheres, quanto sobre a evolução das relações de gênero. Os estudos sobre o feminismo comunitário favorecem novas perspectivas a diferentes escalas: dos territórios rurais das populações indígenas até a representação delas nas Nações Unidas. As cenas artísticas e musicais oferecem também campos de análise dos espaços e das performances nos quais se formulam as reivindicações. Da mesmo forma, elas podem permitir questionar essas reivindicações, suas formas, seus objetivos e suas raízes. A arte, a música e a literatura favorecem as trocas inter-regionais que fortalecem os projetos femininos e feministas na escala das Américas. Além disso, a desconstrução de temáticas que privilegiam mais ou menos a masculinidade propõem novas pistas de reflexão sobre o lugar das mulheres nos processos institucionais, ou ainda nos estudos sobre a violência.

Vários caminhos de reflexão podem consequentemente já ser evocados, sem ser exclusivos: a evolução das relações de gênero nas sociedades, a criação de espaços exclusivos para mulheres, os feminismos a diferentes escalas e de diferentes formas, os protestos individuais e coletivos contra violências de gênero. Para o seu décimo secundo numero, a revista RITA consagrará a sua rubrica “Thema” às mulheres nas Américas. Receberemos artigos sobre o estatuto das mulheres no mercado do trabalho, formal e informal, o que aponta para considerações morais, sociais, culturais e familiais das sociedades americanas (questões sobre o direito de voto das mulheres, sobre a sua elegibilidade no âmbito político, sobre a igualdade salarial, etc.). Os estudos sobre migrações também poderão ser levados em conta e analisar os motivos de migração das mulheres, tanto quanto se interessar pelas mulheres que permanecem no seu país de origem e pelo papel delas para manter as economias locais e a educação dos mais jovens, na perspectiva dos trabalhos sobre o care. Reflexões sobre as formas de resistência também poderão ser recebidas, tratando dos movimentos de protestos e solidariedade ou ainda do conceito de agentividade. As lutas sociais feministas são uma perspectiva rica para analisar e comparar as sociedades latino-americanas e os seus particularismos no nível tanto espacial quanto temporal. As propostas sobre memórias históricas a través de estudos de depoimentos femininos também são bemvindas . Outras contribuições poderão analisar problemáticas encontradas por mulheres nas sociedades rurais e/ou nas populações indígenas afim de comparar as problemáticas rurais e urbanas das mulheres nas Américas. Os textos poderão também tratar da questão dos coletivos de mulheres e do papel deles no estabelecimento de projetos de desenvolvimento local ou para o reconhecimento de direitos particulares. Trabalhos estudando a representação das “Mulheres das Américas” na literatura, nas artes e na música completarão o dossiê temático. Além disso, incentivamos as contribuições comparativas sobre várias regiões, afim de questionar a globalização das lutas feministas americanas, como no movimento dos direitos civis nos Estados Unidos (1954- 1968), ou mais recentemente no movimento de denúncia do assédio sexual na indústria do cinema hollywoodiano (2017).

Como de costume, o n°12 de RITA comportará, além da sessão Thema, uma sessão não temática, Champ Libre, dividida em quatro rubricas [cf. http://revue- rita.com/note-aux-auteurs/nos-rubriques.html] :

  • Os resumos de dissertações ou de teses são a oportunidade de dar visibilidade a seus trabalhos através a publicação de uma versão concisa de suas pesquisas.
  • As notas de pesquisa são artigos apresentando uma pesquisa em andamento ou encaminhada de assunto diferente da temática do número. Elas devem ter uma problemática, apresentar um protocolo de pesquisa e ter a forma de um raciocínio científico.
  • A rubrica Olhares sobre as Américas é uma rubrica onde expressão e forma são mais livres: relatos de experiências de pesquisa de campo, jornalísticos, literários. Os textos tratando de atualidades americanas são particularmente
  • Enfim, a Fábrica da pesquisa tem como objetivo dar conselhos ou formular perguntas metodológicas.

Submissão de propostas

Receberemos os seus artigos completos e respeitando as normas da rubrica escolhida ao endereço seguinte revue.rita@gmail.com

 até o dia 15 de outubro.

Os artigos podem ser escritos em inglês, espanhol, português e francês. Uma primeira seleção de textos será feita pelo Comité de redação. Os autores e autoras selecionados serão informados durante o mês de novembro, depois de que o Comitê de leitura avaliará os textos a serem aceitos ou recusados, com ou sem modificações. O número 12 de RITA será publicado durante o primeiro semestre de 2019.

Relembramos que os artigos devem ser inéditos e não ser submetidos simultaneamente em outras revistas.

Locais

  • Paris, França (75)

Datas

  • segunda, 15 de outubro de 2018

Palavras-chave

  • femme, lutte

Contactos

  • Revue Interdisciplinaire de travaux sur les Amériques
    courriel : revue [dot] rita [at] gmail [dot] com

Fonte da informação

  • Revue Interdisciplinaire de travaux sur les Amériques
    courriel : revue [dot] rita [at] gmail [dot] com

Para citar este anúncio

« Mulheres das Américas », Chamadas de trabalhos, Calenda, Publicado terça, 03 de julho de 2018, https://calenda.org/447160

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